Quais são os juros do financiamento imobiliário em 2026, banco por banco?
Em setembro de 2026, as médias do Banco Central ficaram entre 12,05% (Caixa) e 12,31% (Santander) ao ano nos grandes bancos, na linha com juros de mercado mais TR.
O Banco Central publica, todo mês, a taxa média de juros que cada instituição praticou nas operações contratadas por pessoas físicas. Veja o financiamento imobiliário com taxas de mercado, em que os juros são somados à TR (taxa referencial, que corrige o saldo):
| Banco | Taxa média ao ano (set/2026) |
|---|---|
| Banrisul (Banco do Estado do RS) | 9,39% |
| Sicredi | 11,56% |
| Caixa | 12,05% |
| Itaú | 12,14% |
| Bradesco | 12,24% |
| Santander | 12,31% |
| Inter | 12,91% |
| Banco do Brasil | 14,49% |
Fonte: Banco Central do Brasil, taxas de juros de operações de crédito, pessoa física, financiamento imobiliário com taxas de mercado, pós-fixado referenciado em TR, setembro de 2026 (consulta de 15/10/2026). Seleção de instituições; a lista completa está no site do Banco Central. A taxa que você recebe depende do seu perfil, do valor e do prazo.
Há também a linha de taxas reguladas (com regras do governo para os recursos). Nela, em setembro de 2026, a média da Caixa foi de 7,98%, a do Inter de 9,66%, a do Banco do Brasil de 10,61%, a do Bradesco de 11,77%, a do Santander de 11,85% e a do Itaú de 11,87% ao ano. Nessa linha, a média muda com o programa, o valor do imóvel e o perfil de quem contratou em cada mês.
E existe a opção de juros prefixados, em que a taxa não muda com a TR: média da Caixa em setembro de 2026, 10,94% ao ano; do Santander, 15,04%; do XP, 14,57%.
A tabela de juros do financiamento imobiliário de 2026 é igual à que o banco oferece a mim?
Não: os números do Banco Central são médias de quem contratou no mês; a taxa da sua proposta muda com renda, entrada, prazo, relacionamento e linha escolhida.
As taxas da tabela acima são médias das operações contratadas, e não uma taxa de balcão. Duas pessoas no mesmo banco podem receber propostas diferentes. Os bancos também divulgam taxas “a partir de” em seus sites e simuladores, que mudam com frequência; por isso, confirme a sua no simulador do próprio banco antes de decidir.
Para comparar, peça a mesma simulação (mesmo valor, mesma entrada, mesmo prazo e mesmo sistema de amortização) em pelo menos dois bancos. A diferença entre Tabela Price e SAC muda o total pago tanto quanto uma diferença de taxa.
Os juros do financiamento imobiliário vão cair? Qual é a tendência para 2026?
A Selic caiu para 13,75% em 16/09/2026, mas as taxas médias de Caixa, Itaú, Bradesco e Santander ficaram perto de 12% ao ano durante 2026, sem seguir a queda da Selic.
Em 16/09/2026, o Copom reduziu a Selic de 14,00% para 13,75% ao ano, vigente desde 17/09/2026. Mesmo assim, as taxas dos grandes bancos no financiamento imobiliário andaram de lado. Veja a série do Banco Central:
| Banco (taxa média ao ano) | Nov/2025 | Mar/2026 | Set/2026 |
|---|---|---|---|
| Caixa | 11,63% | 12,02% | 12,05% |
| Itaú | 12,52% | 12,16% | 12,14% |
| Bradesco | 12,73% | 12,23% | 12,24% |
| Santander | 13,22% | 12,20% | 12,31% |
Fonte: Banco Central do Brasil, financiamento imobiliário com taxas de mercado, pós-fixado referenciado em TR, pessoa física, médias mensais (consulta de 15/10/2026).
Ou seja: nem toda queda da Selic chega ao financiamento, e o que chega demora ou fica desigual entre bancos. Ninguém consegue afirmar se os juros do financiamento vão cair em 2026 ou em 2027; o que dá para fazer é conferir o dado do mês. Para entender a relação entre Selic e mercado, veja Selic e imóveis.
O que é o CET e o que entra no custo do financiamento além dos juros?
O CET (custo efetivo total) soma os juros e as demais despesas da operação, como seguros e tarifas, e os bancos são obrigados a informá-lo pela Resolução CMN 3.517/2007.
O CET (custo efetivo total) é a taxa que reúne tudo o que você paga pelo crédito: juros, seguros, tarifas e outras despesas da operação. A Resolução CMN 3.517/2007 obriga as instituições a divulgá-lo. É por ele, e não só pela taxa de juros, que se compara uma proposta com a outra.
No financiamento imobiliário, costumam aparecer na simulação, além dos juros: a correção do saldo pela TR, os seguros obrigatórios do financiamento (de morte e invalidez e de danos físicos ao imóvel), a tarifa de avaliação do imóvel e a de administração do contrato. Os valores variam por banco e por contrato; peça o detalhamento por escrito.
Fora do banco, há também o custo de escritura e registro e o ITBI, que valem para qualquer forma de pagar. Veja quanto custa comprar um imóvel em Florianópolis além do preço.
Como ler a simulação de financiamento sem se perder nos números?
Compare a mesma simulação em dois bancos, olhe o CET, o valor total pago e o saldo devedor após cinco anos, e pergunte o que está incluso na primeira parcela.
- Use o mesmo cenárioMesmo valor financiado, mesma entrada, mesmo prazo e mesmo sistema (SAC ou Price) nos dois bancos.
- Compare o CETEle já traz seguros e tarifas; é a taxa que mede o custo de verdade.
- Olhe o total pagoMultiplique a parcela pelo número de meses, e some o que muda no tempo (SAC, TR).
- Veja o saldo devedor em cinco anosMostra quanto da dívida já foi amortizada; no SAC e no Price a diferença é grande.
- Pergunte pelas condiçõesSe a taxa vale só para quem tem conta no banco, quanto custa o seguro e se dá para amortizar antes.
Quando o financiamento nem entra na conta, no pagamento direto à construtora durante a obra?
No modelo da Ceni & Southier, o pagamento durante a obra é feito direto à construtora, sem juros de banco; as parcelas seguem o contrato e o reajuste da obra.
O financiamento bancário aparece quando o imóvel fica pronto ou quando o comprador usa o crédito da Caixa na planta (veja financiamento na planta na Caixa). No modelo da Ceni & Southier, a obra é paga direto à construtora, durante a construção, sem juros de banco: as parcelas seguem o contrato e o reajuste da obra, que você acompanha pelo INCC.
A referência da Ceni & Southier é de 20% ao ano durante a obra (do preço de lançamento ao de entrega). Casos reais, em reais (contrato × anúncio): +228% no Solar de Lótus, +200% no Solar da Cachoeira e +120% no Solar de Bougainville. São 12 obras entregues desde 2005, com zero atraso em 20 anos. A conta com o seu valor está na calculadora.
Para entender o caminho sem banco, leia dá para financiar um apartamento no Brasil?.
Antes de assinar um financiamento imobiliário
- Pediu a simulação com o mesmo valor, prazo e sistema em pelo menos dois bancos?
- Comparou o CET, e não só a taxa de juros?
- Conferiu quanto custam os seguros e as tarifas?
- Olhou o total pago e o saldo devedor depois de cinco anos?
- Sabe quanto precisa ter de entrada e de reserva depois da compra?
Perguntas frequentes
Qual é o juro do financiamento imobiliário em 2026?
Em setembro de 2026, as médias do Banco Central nos grandes bancos ficaram entre 12,05% e 12,31% ao ano mais TR. A sua taxa depende do seu perfil.
Qual é o juro do financiamento imobiliário da Caixa em 2026?
A média do Banco Central em setembro de 2026 foi de 12,05% ao ano mais TR nas taxas de mercado; a linha com taxas reguladas teve média de 7,98%. Confirme a sua no simulador da Caixa.
Qual é a taxa de juros do financiamento imobiliário do Itaú em 2026?
Média de 12,14% ao ano mais TR em setembro de 2026 (Banco Central), na linha com taxas de mercado.
Qual é a taxa de juros do financiamento imobiliário do Santander em 2026?
Média de 12,31% ao ano mais TR em setembro de 2026 (Banco Central), na linha com taxas de mercado.
Qual é a taxa de juros do financiamento imobiliário do Bradesco em 2026?
Média de 12,24% ao ano mais TR em setembro de 2026 (Banco Central), na linha com taxas de mercado.
A taxa de juros do financiamento imobiliário vai cair em 2026?
Não dá para afirmar. A Selic caiu para 13,75% em setembro, mas as médias dos grandes bancos ficaram perto de 12% ao ano em 2026.
Onde vejo a tabela de juros do financiamento imobiliário de 2026?
No site do Banco Central, na área de taxas de juros por instituição, e nos simuladores dos próprios bancos.
O que é o CET no financiamento imobiliário?
É o custo efetivo total: juros, seguros, tarifas e outras despesas da operação. Os bancos têm de informá-lo, e ele é a melhor taxa para comparar propostas.