Com banco, não. Um estrangeiro que não mora no Brasil não acessa o financiamento imobiliário: os bancos exigem residência (CRNM), renda comprovada no Brasil e, em geral, histórico; algumas fintechs aceitam renda do exterior, mas com 40–50% de entrada e taxas altas (ABECIP, ZS Advogados, Regente, 2026). Sem banco, sim — e é como a maioria compra: na planta, o preço é pago em parcelas durante a obra, direto à construtora: entrada (no mercado, 20–30%), parcelas mensais durante os 24 a 36 meses de obra e, conforme o projeto, um saldo na entrega. Não há banco, taxa bancária nem análise de crédito: há contrato e cronograma. No nosso caso se paga o custo real de obra, com cronograma por escrito. Vale também para o brasileiro que prefere não financiar.
“Dá para financiar?” é a segunda pergunta de quem compra de fora, depois de “quanto custa?”. A resposta honesta tem duas partes: o banco não empresta a quem não mora aqui; a obra, sim, deixa pagar no tempo.
As três formas de pagar, comparadas
| Financiamento bancário | Parcelas durante a obra (planta) | À vista (unidade pronta) | |
|---|---|---|---|
| Para quem | Residente com CRNM e renda no Brasil; fintechs aceitam renda do exterior com 40–50% de entrada | Qualquer pessoa com CPF, morando ou não no Brasil | Qualquer pessoa com CPF |
| Entrada | 20% (residente, banco) a 40–50% (não residente, fintech) | No mercado, 20–30%; depende do projeto | 100% |
| Prazo | Até 35 anos | Os meses de obra: 24 a 36, às vezes mais | — |
| Taxa | Taxa de mercado (Selic 13,75% em setembro de 2026 como referência) | Sem taxa bancária; as parcelas costumam ser corrigidas pelo INCC até a entrega | Sem taxa |
| O que se compra | Unidade pronta ou em obra, com o banco no meio | A unidade a custo de obra, antes de existir | Preço de mercado de hoje |
| Risco principal | Taxa | A construtora: entregar o que assinou | Pagar o preço mais alto |
Fontes: ABECIP; ZS Advogados, “Financiamento imobiliário para estrangeiros” (abr/2026); Regente Imóveis (2026); MySide, “Fluxo de pagamento de apartamentos na planta”; Copom, 16/09/2026. O seu contrato manda sobre qualquer tabela.
Como funciona pagar durante a obra, passo a passo
- Reserva e contratoEscolhe a unidade, assina o contrato (promessa de compra e venda ou, no nosso modelo, o instrumento da SPE) e paga a entrada. O contrato tem que dizer preço, cronograma, índice de correção, prazo de entrega e o que acontece se alguém não cumprir.
- Parcelas mensais durante a obraPagas à construtora ou à SPE; de fora do Brasil, por transferência internacional com contrato de câmbio. Cada pagamento fica registrado.
- Correção das parcelasNo Brasil as parcelas de obra costumam ser corrigidas pelo INCC. No nosso modelo se paga o custo real, com prestação de contas. Pergunte qual é a regra antes de assinar.
- Entrega e escrituraCom a obra concluída e o habite-se, escritura e registro no seu nome. Se ficou saldo, paga-se aí; alguns projetos permitem continuar em parcelas com a construtora.
O que perguntar antes de assinar (e que resposta esperar)
Pergunte
- Qual é a entrada e quantas parcelas? — Por escrito, com datas.
- Que índice corrige as parcelas? — INCC, custo real ou outro; nunca “depende”.
- Há saldo na entrega? Dá para parcelar? — Sim/não e condições.
- O que acontece se eu atrasar? E se a obra atrasar? — Multas e prazos dos dois lados (Lei 13.786/2018).
- Para qual conta pago e em nome de quem? — Construtora ou SPE, com CNPJ.
Sinais de alerta
- “Financiamento próprio” sem contrato que o descreva.
- Entrada muito baixa com preço muito baixo: a conta não fecha para ninguém.
- Pagamento em conta de pessoa física ou “em dinheiro”.
- Cronograma de obra sem data nem penalidade.
- Nenhuma obra entregue que se possa visitar — a lista de cinco verificações.
Como fazemos
Doze obras entregues no Norte da Ilha, todas pagas assim: custo real de obra, em parcelas durante a construção, com cronograma e prestação de contas por escrito, sem banco. Não prometemos rentabilidade nem prazos fora do contrato. O que fazemos é mandar os números — entrada, parcelas, m² privativos, data de entrega — antes de qualquer decisão, e os endereços das doze obras. A guia de quanto custa o m² e a de como acompanhar a obra à distância completam o quadro.
Antes de decidir como pagar: cinco perguntas
- Sei que, sem morar no Brasil, não tenho financiamento bancário?
- Tenho por escrito entrada, parcelas, índice de correção e saldo na entrega?
- Sei para qual conta pago e com qual CNPJ?
- Li o que acontece se eu atrasar e se a obra atrasar?
- Verifiquei a construtora antes de pagar a primeira parcela?
Quer o cronograma de pagamento dos nossos projetos, por escrito — entrada, parcelas, data de entrega? Mandamos pelo WhatsApp.
Fale com um consultor de investimentosPerguntas frequentes
Estrangeiro consegue financiamento imobiliário no Brasil?
Sem residência, na prática não: os bancos pedem CRNM, renda no Brasil e histórico. Com residência e trabalho no Brasil, sim. Algumas fintechs aceitam renda do exterior com 40–50% de entrada.
Quanto de entrada na planta?
No mercado, entre 20% e 30% do valor, paga no início ou até a entrega, conforme o projeto; o resto em parcelas durante a obra. Cada construtora tem seu esquema: peça por escrito.
As parcelas têm juros?
Não há taxa bancária. As parcelas de obra costumam ser corrigidas pelo INCC até a entrega ou, no nosso modelo, pelo custo real com prestação de contas. É correção, não juros.
Dá para pagar de fora do Brasil?
Sim, por transferência internacional com contrato de câmbio, para a conta da construtora ou da SPE. Cada pagamento fica registrado.
E se eu não conseguir continuar pagando?
O contrato define a saída (distrato) e as penalidades; a Lei 13.786/2018 regula o que é devolvido. Leia antes de assinar.
Sem banco não é sem regra. É com contrato.
Mandamos pelo WhatsApp o cronograma de pagamento dos nossos projetos, com entrada, parcelas e data de entrega, e os endereços das doze obras entregues.
Sem banco, quem manda é o preço de entrada. Pagar o custo real da obra durante a construção é o que faz o patrimônio começar a crescer antes de as chaves existirem.