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Mercado imobiliário em 2026: preços, juros, crédito e lançamentos no Brasil e em Florianópolis

Atualizado: outubro de 20267 min de leitura✓ FipeZap (set/2026), Banco Central, Abecip, CBIC e IBGE, outubro de 2026
Resposta direta

O mercado imobiliário brasileiro em 2026 combina juros ainda altos (Selic em 13,75% ao ano desde o Copom de 16/09/2026) com crédito e vendas em alta e preços subindo acima da inflação: o metro quadrado médio do FipeZap foi a R$ 10.015 em setembro (+5,51% em 12 meses, contra IPCA de 4,58%). O crédito imobiliário somou R$ 180,9 bilhões no primeiro semestre (+23%, Abecip). Em Florianópolis, o m² está em R$ 13.607 (+8,31%).

“Mercado imobiliário 2026”, “tendência” e “projeção” são as buscas de quem decide agora e quer um retrato com data, não uma manchete. Aqui estão os números do ano: preço, juros, crédito, vendas e lançamentos, sempre com a fonte e o mês. Ninguém sabe o futuro; o que dá para fazer é olhar o que os dados mostram até setembro e decidir pela rentabilidade total.

Próximo passo: Mercado imobiliário em Santa Catarina: como está em 2026

Como está o mercado imobiliário em 2026?

Até setembro de 2026, o mercado tem preços acima da inflação (m² médio de R$ 10.015, +5,51%), crédito imobiliário em alta (R$ 180,9 bilhões no semestre, +23%) e vendas crescendo (+5,4%), com a Selic ainda em 13,75% ao ano.

IndicadorValorFonte e data
Preço médio do m² (média nacional)R$ 10.015, +5,51% em 12 mesesFipeZap, setembro de 2026
Inflação (IPCA, 12 meses)4,58%IBGE, até setembro de 2026
Selic (taxa básica de juros)13,75% ao anoBanco Central, Copom de 16/09/2026
Crédito imobiliário, 1º semestreR$ 180,9 bilhões, +23%Abecip, 28/07/2026
Vendas de unidades novas, 1º semestre226.536 unidades, +5,4%CBIC, 24/08/2026
Lançamentos, 1º semestre211.651 unidades, -0,3%CBIC, 24/08/2026

Fonte: FipeZap Venda Residencial, setembro/2026; IBGE (IPCA, série 13522 do Banco Central); Banco Central (Selic, série 432); Abecip; CBIC, Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º trimestre de 2026. Consulta em 15/10/2026.

Os juros altos estão travando o mercado imobiliário?

Os juros são o principal ponto de atenção, mas os números do semestre mostram crédito e vendas crescendo; a Selic caiu de 14% para 13,75% em 16/09/2026 e continua acima da inflação.

A Selic é a taxa básica de juros do país, definida pelo Copom, do Banco Central. Em 16/09/2026 foi reduzida de 14% para 13,75% ao ano. Juros altos encarecem o financiamento, mas, de acordo com a Abecip, a demanda continua consistente “mesmo em um ambiente de juros elevados”, com emprego e renda sustentando as compras.

Na prática, o crédito imobiliário do SBPE (poupança) somou R$ 93,7 bilhões no primeiro semestre, alta de 29%, com quase 130 mil unidades financiadas. Quem paga a obra direto à construtora, sem banco, não depende da taxa do financiamento para entrar.

Fonte: Banco Central (Selic); Abecip, coletiva de 28/07/2026 e atualização de 24/08/2026, consulta em 15/10/2026.

O efeito dos juros em cada ponta (preço, financiamento, valorização) está em Selic e imóveis: o que muda quando os juros mudam.

Os preços dos imóveis estão subindo em 2026?

Sim: o m² médio nacional subiu 5,51% em 12 meses até setembro de 2026 (FipeZap), acima do IPCA de 4,58%, e Florianópolis subiu 8,31%, a 2ª capital mais cara do índice.

O FipeZap acompanha o preço de venda anunciado nas cidades. Em setembro de 2026, entre as grandes praças:

CidadePreço do m²Variação em 12 meses
FlorianópolisR$ 13.607+8,31%
São PauloR$ 12.206+3,64%
CuritibaR$ 11.766+1,86%
Rio de JaneiroR$ 11.302+5,57%
Média nacional do índiceR$ 10.015+5,51%

Fonte: FipeZap Venda Residencial, setembro de 2026, consulta em 15/10/2026. Florianópolis aparece em 4º lugar entre as 56 cidades do índice e em 2º entre as capitais.

Para o ranking completo do metro quadrado, leia metro quadrado mais caro do Brasil em 2026, e para entender a valorização da Ilha, valorização imobiliária em Florianópolis.

Como estão as vendas e os lançamentos de imóveis em 2026?

No primeiro semestre de 2026 foram vendidas 226.536 unidades novas (+5,4%) e lançadas 211.651 (-0,3%), segundo a CBIC; o Minha Casa Minha Vida respondeu por 58% dos lançamentos do 2º trimestre.

A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) divulgou em 24/08/2026 os indicadores do segundo trimestre, com 221 cidades:

  1. Vendas.113.676 unidades no trimestre (+5,3% sobre o 2º trimestre de 2025) e 226.536 no semestre (+5,4%).
  2. Lançamentos.107.161 unidades no trimestre (+2,6% sobre o 1º trimestre) e 211.651 no semestre (-0,3% sobre o semestre de 2025).
  3. Minha Casa Minha Vida.58% dos lançamentos do trimestre (62.129 unidades), o maior patamar da série iniciada em 2019, e 51% das vendas.

Fonte: CBIC, Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º trimestre de 2026, divulgados em 24/08/2026, consulta em 15/10/2026.

O retrato de Santa Catarina, com Florianópolis, Balneário Camboriú e Itapema, fica para a guia do mercado catarinense; aqui o foco é o Brasil.

O que esperar do mercado imobiliário no resto de 2026?

A tendência dos números até setembro é de crédito e vendas em alta e preços acima da inflação; o que mais pesa daqui para a frente é o ritmo dos juros, e a Abecip projeta alta de 25% no financiamento imobiliário em 2026.

Ninguém acerta o futuro, e uma projeção é só uma projeção. O que os dados de setembro de 2026 mostram é:

  1. Crédito em alta.A Abecip revisou em agosto a projeção para o financiamento imobiliário de 2026, de alta de 16% para 25%, ou R$ 410 bilhões (2025: R$ 328 bilhões).
  2. Juros em queda lenta.A Selic recuou de 14% para 13,75% em setembro; o Copom decide sobre os próximos movimentos conforme os dados.
  3. Preços acima da inflação.O FipeZap nacional (+5,51%) e o de Florianópolis (+8,31%) estão acima do IPCA (4,58%).

Fonte: Abecip, projeção de 24/08/2026 (Mercado & Consumo); Banco Central; FipeZap, setembro de 2026. Projeções não são garantia.

Para decidir sem depender de manchete, olhe a rentabilidade total do imóvel (valorização mais renda), como explica quanto valoriza um imóvel na planta até a entrega.

Onde entra o imóvel na planta nesse cenário?

Na planta, o investidor entra antes da valorização da obra: o custo de construir (INCC) subiu 6,61% em 12 meses, e a referência da Ceni & Southier é de 20% ao ano durante a obra.

Num mercado com crédito em alta e metro quadrado acima da inflação, comprar na planta é entrar no preço de lançamento e acompanhar a obra até a entrega. O custo de construir, medido pelo INCC-M, subiu 6,61% em 12 meses até setembro de 2026 (FGV Ibre). A referência da Ceni & Southier é de 20% ao ano durante a obra (do preço de lançamento ao de entrega). Casos reais, em reais (contrato × anúncio): +228% no Solar de Lótus, +200% no Solar da Cachoeira e +120% no Solar de Bougainville. São 12 obras entregues desde 2005, com zero atraso em 20 anos. A conta com o seu valor está na calculadora.

Se você ainda compara com outros destinos do dinheiro, veja imóvel na planta ou renda fixa; e, para entender a Ilha, investir em Florianópolis: bairros, m² e como comprar.

Antes de decidir com base no mercado de 2026

  • Os números que você está usando têm fonte e mês?
  • Comparou a valorização com a inflação (IPCA) do mesmo período?
  • Olhou a Selic e o custo do financiamento, se for financiar?
  • Decidiu pela rentabilidade total (valorização mais renda), não por manchete?
  • Sabe em que fase do empreendimento está entrando (lançamento, obra ou pronto)?

Perguntas frequentes

Como está o mercado imobiliário em 2026?

Até setembro de 2026: preços acima da inflação (FipeZap +5,51% no país), crédito imobiliário de R$ 180,9 bilhões no semestre (+23%, Abecip), vendas de unidades novas +5,4% (CBIC) e Selic em 13,75% ao ano.

Qual a tendência do mercado imobiliário em 2026?

Os dados até setembro apontam crédito e vendas em alta e preços acima da inflação; o que mais pesa para o resto do ano é o ritmo de queda dos juros.

Qual a projeção do mercado imobiliário em 2026?

A Abecip projeta alta de 25% no financiamento imobiliário de 2026, para R$ 410 bilhões (projeção de 24/08/2026); é projeção, não garantia.

Como está a valorização imobiliária em 2026?

O FipeZap mostra o m² médio nacional em R$ 10.015, com alta de 5,51% em 12 meses até setembro; em Florianópolis, R$ 13.607 e +8,31%.

O mercado imobiliário está aquecido em 2026?

Há sinais de aquecimento: vendas de unidades novas subiram 5,4% no primeiro semestre e o crédito subiu 23% (CBIC e Abecip), com juros ainda altos.

Qual a Selic hoje?

13,75% ao ano, desde o Copom de 16/09/2026, quando caiu de 14% (Banco Central).

Como está o mercado imobiliário em Florianópolis em 2026?

O m² está em R$ 13.607, com alta de 8,31% em 12 meses até setembro de 2026, a 2ª capital mais cara no FipeZap.

Márcio CeniMarlene CeniPedro Ceni
Escrito pela família Ceni — Márcio, Marlene e PedroEmpresa familiar · vinte anos construindo no Norte de Florianópolis.Vigente em outubro de 2026