Como está o mercado imobiliário em 2026?
Até setembro de 2026, o mercado tem preços acima da inflação (m² médio de R$ 10.015, +5,51%), crédito imobiliário em alta (R$ 180,9 bilhões no semestre, +23%) e vendas crescendo (+5,4%), com a Selic ainda em 13,75% ao ano.
| Indicador | Valor | Fonte e data |
|---|---|---|
| Preço médio do m² (média nacional) | R$ 10.015, +5,51% em 12 meses | FipeZap, setembro de 2026 |
| Inflação (IPCA, 12 meses) | 4,58% | IBGE, até setembro de 2026 |
| Selic (taxa básica de juros) | 13,75% ao ano | Banco Central, Copom de 16/09/2026 |
| Crédito imobiliário, 1º semestre | R$ 180,9 bilhões, +23% | Abecip, 28/07/2026 |
| Vendas de unidades novas, 1º semestre | 226.536 unidades, +5,4% | CBIC, 24/08/2026 |
| Lançamentos, 1º semestre | 211.651 unidades, -0,3% | CBIC, 24/08/2026 |
Fonte: FipeZap Venda Residencial, setembro/2026; IBGE (IPCA, série 13522 do Banco Central); Banco Central (Selic, série 432); Abecip; CBIC, Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º trimestre de 2026. Consulta em 15/10/2026.
Os juros altos estão travando o mercado imobiliário?
Os juros são o principal ponto de atenção, mas os números do semestre mostram crédito e vendas crescendo; a Selic caiu de 14% para 13,75% em 16/09/2026 e continua acima da inflação.
A Selic é a taxa básica de juros do país, definida pelo Copom, do Banco Central. Em 16/09/2026 foi reduzida de 14% para 13,75% ao ano. Juros altos encarecem o financiamento, mas, de acordo com a Abecip, a demanda continua consistente “mesmo em um ambiente de juros elevados”, com emprego e renda sustentando as compras.
Na prática, o crédito imobiliário do SBPE (poupança) somou R$ 93,7 bilhões no primeiro semestre, alta de 29%, com quase 130 mil unidades financiadas. Quem paga a obra direto à construtora, sem banco, não depende da taxa do financiamento para entrar.
Fonte: Banco Central (Selic); Abecip, coletiva de 28/07/2026 e atualização de 24/08/2026, consulta em 15/10/2026.
O efeito dos juros em cada ponta (preço, financiamento, valorização) está em Selic e imóveis: o que muda quando os juros mudam.
Os preços dos imóveis estão subindo em 2026?
Sim: o m² médio nacional subiu 5,51% em 12 meses até setembro de 2026 (FipeZap), acima do IPCA de 4,58%, e Florianópolis subiu 8,31%, a 2ª capital mais cara do índice.
O FipeZap acompanha o preço de venda anunciado nas cidades. Em setembro de 2026, entre as grandes praças:
| Cidade | Preço do m² | Variação em 12 meses |
|---|---|---|
| Florianópolis | R$ 13.607 | +8,31% |
| São Paulo | R$ 12.206 | +3,64% |
| Curitiba | R$ 11.766 | +1,86% |
| Rio de Janeiro | R$ 11.302 | +5,57% |
| Média nacional do índice | R$ 10.015 | +5,51% |
Fonte: FipeZap Venda Residencial, setembro de 2026, consulta em 15/10/2026. Florianópolis aparece em 4º lugar entre as 56 cidades do índice e em 2º entre as capitais.
Para o ranking completo do metro quadrado, leia metro quadrado mais caro do Brasil em 2026, e para entender a valorização da Ilha, valorização imobiliária em Florianópolis.
Como estão as vendas e os lançamentos de imóveis em 2026?
No primeiro semestre de 2026 foram vendidas 226.536 unidades novas (+5,4%) e lançadas 211.651 (-0,3%), segundo a CBIC; o Minha Casa Minha Vida respondeu por 58% dos lançamentos do 2º trimestre.
A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) divulgou em 24/08/2026 os indicadores do segundo trimestre, com 221 cidades:
- Vendas.113.676 unidades no trimestre (+5,3% sobre o 2º trimestre de 2025) e 226.536 no semestre (+5,4%).
- Lançamentos.107.161 unidades no trimestre (+2,6% sobre o 1º trimestre) e 211.651 no semestre (-0,3% sobre o semestre de 2025).
- Minha Casa Minha Vida.58% dos lançamentos do trimestre (62.129 unidades), o maior patamar da série iniciada em 2019, e 51% das vendas.
Fonte: CBIC, Indicadores Imobiliários Nacionais do 2º trimestre de 2026, divulgados em 24/08/2026, consulta em 15/10/2026.
O retrato de Santa Catarina, com Florianópolis, Balneário Camboriú e Itapema, fica para a guia do mercado catarinense; aqui o foco é o Brasil.
O que esperar do mercado imobiliário no resto de 2026?
A tendência dos números até setembro é de crédito e vendas em alta e preços acima da inflação; o que mais pesa daqui para a frente é o ritmo dos juros, e a Abecip projeta alta de 25% no financiamento imobiliário em 2026.
Ninguém acerta o futuro, e uma projeção é só uma projeção. O que os dados de setembro de 2026 mostram é:
- Crédito em alta.A Abecip revisou em agosto a projeção para o financiamento imobiliário de 2026, de alta de 16% para 25%, ou R$ 410 bilhões (2025: R$ 328 bilhões).
- Juros em queda lenta.A Selic recuou de 14% para 13,75% em setembro; o Copom decide sobre os próximos movimentos conforme os dados.
- Preços acima da inflação.O FipeZap nacional (+5,51%) e o de Florianópolis (+8,31%) estão acima do IPCA (4,58%).
Fonte: Abecip, projeção de 24/08/2026 (Mercado & Consumo); Banco Central; FipeZap, setembro de 2026. Projeções não são garantia.
Para decidir sem depender de manchete, olhe a rentabilidade total do imóvel (valorização mais renda), como explica quanto valoriza um imóvel na planta até a entrega.
Onde entra o imóvel na planta nesse cenário?
Na planta, o investidor entra antes da valorização da obra: o custo de construir (INCC) subiu 6,61% em 12 meses, e a referência da Ceni & Southier é de 20% ao ano durante a obra.
Num mercado com crédito em alta e metro quadrado acima da inflação, comprar na planta é entrar no preço de lançamento e acompanhar a obra até a entrega. O custo de construir, medido pelo INCC-M, subiu 6,61% em 12 meses até setembro de 2026 (FGV Ibre). A referência da Ceni & Southier é de 20% ao ano durante a obra (do preço de lançamento ao de entrega). Casos reais, em reais (contrato × anúncio): +228% no Solar de Lótus, +200% no Solar da Cachoeira e +120% no Solar de Bougainville. São 12 obras entregues desde 2005, com zero atraso em 20 anos. A conta com o seu valor está na calculadora.
Se você ainda compara com outros destinos do dinheiro, veja imóvel na planta ou renda fixa; e, para entender a Ilha, investir em Florianópolis: bairros, m² e como comprar.
Antes de decidir com base no mercado de 2026
- Os números que você está usando têm fonte e mês?
- Comparou a valorização com a inflação (IPCA) do mesmo período?
- Olhou a Selic e o custo do financiamento, se for financiar?
- Decidiu pela rentabilidade total (valorização mais renda), não por manchete?
- Sabe em que fase do empreendimento está entrando (lançamento, obra ou pronto)?
Perguntas frequentes
Como está o mercado imobiliário em 2026?
Até setembro de 2026: preços acima da inflação (FipeZap +5,51% no país), crédito imobiliário de R$ 180,9 bilhões no semestre (+23%, Abecip), vendas de unidades novas +5,4% (CBIC) e Selic em 13,75% ao ano.
Qual a tendência do mercado imobiliário em 2026?
Os dados até setembro apontam crédito e vendas em alta e preços acima da inflação; o que mais pesa para o resto do ano é o ritmo de queda dos juros.
Qual a projeção do mercado imobiliário em 2026?
A Abecip projeta alta de 25% no financiamento imobiliário de 2026, para R$ 410 bilhões (projeção de 24/08/2026); é projeção, não garantia.
Como está a valorização imobiliária em 2026?
O FipeZap mostra o m² médio nacional em R$ 10.015, com alta de 5,51% em 12 meses até setembro; em Florianópolis, R$ 13.607 e +8,31%.
O mercado imobiliário está aquecido em 2026?
Há sinais de aquecimento: vendas de unidades novas subiram 5,4% no primeiro semestre e o crédito subiu 23% (CBIC e Abecip), com juros ainda altos.
Qual a Selic hoje?
13,75% ao ano, desde o Copom de 16/09/2026, quando caiu de 14% (Banco Central).
Como está o mercado imobiliário em Florianópolis em 2026?
O m² está em R$ 13.607, com alta de 8,31% em 12 meses até setembro de 2026, a 2ª capital mais cara no FipeZap.
De dezembro de 2017 a outubro de 2026, R$ 100 mil no CDI viraram R$ 216 mil, antes do imposto (Banco Central); no Solar de Lótus, o mesmo dinheiro na planta vale hoje R$ 328 mil. Com isso à vista, digite o seu valor. Ver a calculadora completa →